Série: Cuidados na Empresa – Você conversa demais no trabalho?

 

É comum que, com a proximidade dos colegas de trabalho, que o ambiente profissional seja palco para outros assuntos não relacionados às funções. No entanto, algumas pessoas acabam extrapolando os limites e passam boa parte do tempo conversando sobre assuntos não ligados ao trabalho e, com isso, comprometem a produtividade.

 

Quando a conversa é demais, a pessoa pode prejudicar os colegas ou, em último caso, criar motivo para demissão. Uma conversa informal e breves paradas para um bate-papo podem ser benéficas, em termos de colaboração, geração de novas ideias, criando confiança e aumentando a produtividade. Em contrapartida, se forem em excesso, além de causar incômodo e distração para os colegas, pode também comprometer os resultados.

 

Naturalmente, calar-se e não interagir também não é uma boa forma de agir, por isso é fundamental ter bom senso, saber identificar os melhores momentos para conversar e, assim, equilibrar a vida social e a profissional, de forma mais saudável. A linha que separa integração e dispersão é bastante sutil. Assim, cabe ao profissional unir o foco no trabalho e na socialização como forma de aumentar resultados.

 

Conversar faz parte das características humanas, no entanto, é preciso estabelecer certos limites no local de trabalho. Veja:

 

  • Se algum colega se excede no bate-papo, cabe ao profissional pontuar e impor limites.
  • O profissional deve estar atento e perceber quando e onde iniciar uma conversa.
  • Dê preferência para as conversas no espaço do café ou, se houver, numa área de convivência.
  • Permita-se conversar, mas avalie seus prazos e as tarefas a serem cumpridas, para não prejudicar os resultados.

Prepara-se: feliz 2017!

 

Para muitos profissionais, o réveillon é a oportunidade para rever objetivos e traçar novas metas. O termo é amplamente divulgado para descrever a festa de passagem de ano, mas ao buscar sua definição no sentido etimológico, a palavra, que tem origem no verbo em francês réveiller, significa "acordar" ou "reanimar" (em sentido figurado). Assim, o termo pode ser definido como “o despertar do novo ano”, e adequado para traduzir as expectativas que as pessoas colocam nessa data.

 

Nada mais justo, uma vez que a iminência de um novo ano traz consigo a esperança de dias mais felizes,  projetos bem-sucedidos,  evolução profissional e material. Mas, para conquistar bons resultados, há de se construir planos e, mais do que isso, ter coragem para sair da zona de conforto e seguir em frente. Nesse sentido, investir em metas e estratégias para o cumprimento dos objetivos é um importante caminho que pode conduzir ao sucesso.

 

Para isso, é fundamental que o profissional que deseja crescer na carreira faça um planejamento, trace objetivos e, periodicamente, prepare um balanço das metas. Importante também é avaliar onde  está e aonde pretende chegar, em um exercício que, naturalmente, exige bastante reflexão, pois muitas vezes exige mudanças de atitude.

 

Determinado em mudar e aproveitar as energias de um novo ano, o profissional pode investir em algumas dicas que o ajudarão a buscar seus objetivos e, consequentemente, obter sucesso. Confira:

 

  • Defina suas metas para o próximo ano com clareza e riqueza de detalhes. Por exemplo: conquistar uma promoção no trabalho ou trocar de carro.
  • Anote as estratégias que serão usadas para chegar aos objetivos. Isto é, caso o objetivo seja a promoção no trabalho e a falta do domínio do inglês pode dificultar esta meta, então, o profissional deve investir num curso como forma de alavancar seu currículo e, naturalmente, ter mais chances de concorrer à vaga.
  • Se necessário, ao longo do ano, refaça os planos e reveja as estratégias.
  • Mantenha o foco nas metas e, ao perceber que está se distanciando, retome e veja o que é preciso fazer para conquistar o objetivo.

Férias como fator de produtividade

 

Para muitas pessoas, a produtividade ainda está relacionada a intensas jornadas de trabalho, horas extras e plantões. Mas, contrariando esse pensamento, para ser mais produtivo e, consequentemente, trazer mais resultados, o profissional precisa ter um momento de descanso. O descanso é um pré-requisito para que o profissional se mantenha ativo e disposto para suas atividades essenciais. Além disso, a pausa favorece o restabelecimento da energia, revigorando-o para mais um período de trabalho.

 

De acordo com um estudo da Harvard Business Review, foi possível notar que, entre as pessoas que saem de férias, 65% têm suas chances aumentadas de crescer na carreira. Isso porque, ao descansar, o profissional consegue se desligar do trabalho, concentrando-se em sua família, lazer e hobbies, assim, ao retornar, revela-se mais bem disposto e com energia redobrada.

 

Naturalmente, para cargos em que a demanda por responsabilidade é maior, muitos colaboradores têm mais receio de se ausentar, ou até medo de perder suas posições. Fundamental, no entanto, é encarar as férias como um período importante de relaxamento mental e físico. Para isso, vale estruturar um plano de descanso. Confira:

 

  • Se possível, opte por dividir as férias em dois períodos e, preferencialmente, em épocas diferentes. Dessa forma, poderá descansar e usufruir melhor do seu tempo.
  • Antes de sair de férias, é importante organizar o seu departamento para que se mantenha sem a sua presença. Se for preciso, seja o mais específico possível com suas tarefas e crie um manual de suas principais funções.
  • Planeje as atividades das férias, assim poderá se preparar melhor para aproveitar todos os momentos.
  • Desconecte-se de tudo o que estiver relacionado ao trabalho e aproveite, afinal, férias é uma questão de respeito à saúde.

Você é um profissional ambivalente?

 

Muitas vezes os profissionais manifestam sentimentos que se contradizem, ora mantendo-se firmes num ideal e já no outro momento mudando de ideia. A isso, dá-se o nome de ambivalência, que o dicionário revela ser “a qualidade do que tem dois valores opostos ou diferentes, coexistência de sentimentos opostos”. Trazendo essa definição para o mundo corporativo, é fácil explicar porque determinadas pessoas têm dificuldade para tomar decisões e, naturalmente, posicionar-se perante um fato.

 

O conceito pode ser simbolizado pela balança, que, para essas pessoas ditas ambivalentes, faz total sentido. Para elas, toda decisão precisa ser analisada sob seus aspectos negativos e positivos. Isso porque a ambivalência é o conflito psicológico natural que se instala quando é preciso decidir entre duas opções. E existe porque em cada lado do conflito há benefícios e prejuízos.

 

No mundo corporativo, pessoas com essa característica podem se destacar, uma vez que agem prioritariamente observando os fatos, devido à sua visão sistêmica dos problemas. Graças a esse olhar que analisa os prós e contras de determinados processos, esses profissionais trazem visões diferentes, que podem ser confrontadas e discutidas de maneira a contribuir com o processo de decisão.

 

Em contrapartida, manter-se “em cima do muro” também não é uma saída positiva, uma vez que o ambiente de trabalho muitas vezes exige um posicionamento mais firme diante de determinada situação. Nesse sentido, é fundamental, ao se reconhecer como pessoa ambivalente, que o profissional desenvolva essa habilidade em benefício de sua carreira por meio do aprimoramento das ideias, pontuando argumentos e que, efetivamente, demonstre um posicionamento quando for necessário.

Não crie inimigos no ambiente profissional

 

É um clichê, mas o ambiente de trabalho é onde o profissional passa a maior parte do seu tempo, e nesse relacionamento próximo, com líderes, colegas ou mesmo clientes, podem surgir conflitos. Assim como nas relações familiares, o mundo corporativo exige cautela e flexibilidade, porque as pessoas possuem valores diferentes e outras formas de encarar uma situação e por isso, as desavenças são comuns, mas a forma de se relacionar pode fazer a diferença e garantir bons resultados.

 

Criar inimizades no trabalho pode trazer consequências para o profissional e dificultar a realização de tarefas, o cumprimento de prazos, ou mesmo afetar a definição de resultados. Fundamental, no entanto, é compreender que o problema não está no conflito, mas na consequência gerada por ele. Isto é, a discussão de ideias é saudável e faz parte da interação, mas a forma como as pessoas lidam, ao serem contrariadas, precisa ser avaliada. É importante saber reconhecer e ceder quando for necessário, agindo com tranquilidade, sendo cortês e gentil, porque toda causa, por mais importante que possa parecer, traz consigo reflexos e possíveis danos.

 

Pessoas que não se importam com a opinião dos outros e preferem ir até o fim com seus discursos, são mais propensas a criar “inimigos”. Às vezes, por receio de perder uma posição ou promoção, criam atritos para diminuir a reputação do colega e fazê-lo menos merecedor do que elas. Essa atitude pode causar graves consequências, e para que não seja motivo de demissão, o colaborador precisa manter algumas atitudes e se vigiar a todo momento. Para isso, pode investir em algumas dicas. Confira:

 

  • Preserve a sua imagem: evite isolamentos e panelinhas, e as temíveis “rodas de fofoca”. Se lhe for confiado um segredo, guarde-o.
  • Seja proativo: entregue resultados, porque comprovam a sua competência gerando credibilidade.
  • Mantenha a hierarquia: colega é colega e amigo é amigo, assim como o líder, que deve evitar qualquer favorecimento.
  • Vida pessoal: preserve sua intimidade, separando a vida pessoal da profissional.
  • Seja firme e verdadeiro: em qualquer situação, prefira a sinceridade e procure esclarecer o conflito. Para isso, chame a pessoa para uma reunião, e, se necessário, informe ao superior, mantendo sempre a calma e serenidade.