Depressão: uma doença que pode ser evitada

 

Durante um bom tempo, qualquer pessoa que assumisse publicamente estar estressada ouviria um comentário preconceituoso como “isso é frescura; bobagem; fraqueza” e outras expressões vazias desse tipo.

 

Este cenário vem mudando gradativamente, embora de forma ainda muito lenta, especialmente nas empresas. O que os profissionais da saúde têm divulgado cada vez mais são estatísticas alarmantes e que preocupam empregadores, empregados, as famílias, o país e as organizações dedicadas à recuperação e manutenção da sanidade mental da população ao redor do mundo.

 

Dados recentes da London School of Economics mostram que os prejuízos causados pela depressão, relacionados à produtividade reduzida, chegam a U$ 246 bilhões entre todos os países. No Brasil, a OMS – Organização Mundial de Saúde estima que as perdas somam U$ 63,3 bilhões por ano.

 

Pensando apenas nos negócios, já é possível deduzir que a depressão deve ser tratada com muita atenção para melhorar o desempenho econômico. Quando olhamos para as pessoas, fica ainda mais claro que todo cuidado ainda será pouco para cuidar do bem-estar de todos: tanto o deprimido, quanto quem convive com ele.

 

Como a maior parte do dia passamos dentro da empresa, o trabalho está entre as maiores causas de depressão, especialmente nas organizações onde o clima interno e a estrutura operacional não privilegiam o ser humano e suas necessidades.

 

Fundamental é não ignorar alguns indícios e ficar atento para identificar em você, ou nos integrantes da sua equipe, sintomas que podem sugerir a presença da depressão como, por exemplo, tristeza constante, angústia diária, desânimo sem causa aparente, crises de choro, pessimismo recorrente, ansiedade exagerada, medos injustificados, insônias, baixa na autoestima e pensamentos de morte. No entanto, tenha em mente que somente um profissional médico pode elaborar um diagnóstico definitivo.

 

Em paralelo, cuidar do ambiente profissional da sua empresa pode evitar que o percentual estatístico dessa doença chamada depressão aumente. Seguem algumas dicas úteis para serem colocadas em prática, visando a sua saúde e do seu ambiente de trabalho:

 

• Cultive um ambiente transparente onde gestores e colegas demonstrem empatia para ouvir e para falar o que sentem

 

• Adote metas alcançáveis e prazos realistas para todos os setores e profissionais

 

• Conceda autonomia para decidir dentro das alçadas de cada um. Profissionais vigiados sentem-se pressionados e adoecem

 

• Torne conhecidos os objetivos e defina claramente os papéis de todos

 

• Limite as jornadas de trabalho para que não sejam ultrapassadas como norma, mas apenas como exceção

 

• Ofereça desafios estimulantes e jamais opressores

O pensamento disruptivo pode destacar você

 

Quando se fala em pensamento disruptivo, muitas pessoas imaginam que ele está relacionado à invenção de algo absolutamente inédito ou à descoberta de alguma coisa jamais vista anteriormente por outros olhos humanos.

 

Essa definição equivocada pode parecer apenas um desconhecimento do termo, mas é mais preocupante do que isso. Ela interfere diretamente nas suas atitudes dentro da empresa e frente dos desafios que a sua profissão lhe proporciona diariamente.

 

De acordo com Clayton M. Christensen, professor da Universidade de Harvard e criador da Teoria da Inovação Disruptiva, ela acontece quando algo transforma um produto ou um serviço oferecido ao mercado, de forma a incorporar a eles três características fundamentais: simplicidade, conveniência e acessibilidade.

 

É mais fácil entender com um exemplo concreto: o Uber revolucionou o mercado de transporte público, sem inventar nada absolutamente novo. Ele apenas reuniu tecnologias já disponíveis e colocou-as a serviço da população de forma simples, conveniente e acessível a todos.

 

Agora analise a utilização que você faz das soluções tecnológicas ao alcance das suas mãos. Você utiliza 100% dos recursos oferecidos pelo seu celular? Sabe realizar o cálculo de juros compostos e desenhar mapas no Excel? Desenvolve apresentações com efeitos especiais no Power Point? Conhece todas as facilidades da sua smart TV?

 

Alguns especialistas afirmam que os usuários não utilizam mais do que 10% de todas as alternativas que os dispositivos digitais podem oferecer.

 

Talvez você utilize mais. No entanto, é provável que não tenha o hábito de pensar de forma disruptiva sobre o seu dia-a-dia no trabalho, procurando enxergar nos processos rotineiros aplicações mais simplificadas, convenientes e acessíveis a todos.

 

Imagine como sua carreira pode deslanchar dentro da empresa, a partir do seu hábito de pensar diferente as mesmas coisas: produtos, serviços, atendimento, pós-venda, relacionamentos e muito mais.

 

Não se trata de criar um novo produto, mas como torná-lo mais barato e com novas utilidades para o consumidor. Não é preciso pensar em uma tecnologia diferente, mas como utilizar a que existe de maneira diferenciada, com simplicidade e maior conveniência.

 

Para raciocinar e agir de forma disruptiva o caminho é razoavelmente simples. Faça constantemente uma pergunta a você: “Existe uma maneira melhor para fazer isso?”

 

Já pensou nisso antes? Pois então comece a pensar agora para se destacar na profissão e facilitar a sua vida cotidiana.

Decida sua vida antes que outros o façam

 

Há vários anos, o escritor e futurologista norte-americano, Alvim Tofler, fez uma afirmação provocante: "ou você tem uma estratégia, ou é parte da estratégia de alguém".

 

Esta reflexão vale para os negócios e para a vida pessoal. Você tem uma estratégia para o seu futuro? Pelo menos sabe onde quer chegar, quem vai se tornar e o que representa felicidade para você?

 

Boa parte das pessoas nunca parou para pensar nessas questões e entrega seus destinos ao absoluto acaso. Quer você planeje os próximos anos ou não, certamente algumas coisas acontecerão, mas talvez não as que você gostaria, da forma como poderia e nem na velocidade mais adequada.

 

Sabe porque? Não decidir nada já é decidir. E as consequências serão inteiramente suas, quer sejam positivas ou negativas. Portanto, que tal começar a pensar na vida que você quer ter e estabelecer como vai chegar lá?

Segundo os coachs de carreira, o que mais impacta nossa vida são os comportamentos que assumimos de forma sistemática e não aqueles que adotamos esporádica e intempestivamente. As ações costumeiras, que fazemos por hábito e por comodismo, trazem mais consequências negativas do que positivas para o futuro.

 

Este processo é comandado por um poder que todos temos, mas nem sempre assumimos de forma consciente: a decisão. A todo instante nos vemos diante de decisões que são tomadas hoje e interferem diretamente no que nos acontecerá daqui algum tempo.

 

Os momentos de maior solidão do ser humano são exatamente aqueles em que é necessário assumir uma decisão. Você pode se aconselhar com muitas pessoas, mas decidir não se pode delegar a ninguém e sobrecai apenas em nossas costas. Por isso tanta gente transfere para outros a decisão que deveriam tomar.

 

Assuma a responsabilidade que você tem com a própria vida e o seu futuro, decidindo o que é necessário todos os dias. Mas lembre-se: há duas maneiras para decidir o que quer que seja: por convicção ou por medo.

 

Quando somos orientados pelo medo, por exemplo de perder o emprego, de romper um relacionamento, de desagradar um amigo ou desapontar o gestor, não temos estrutura emocional para lidar com eventuais prejuízos provocados pela nossa escolha.

 

No entanto, quando a decisão é baseada na convicção de que você está fazendo o melhor para você e para sua vida, ainda que as consequências sejam negativas, seu poder interno estará preservado para dar a volta por cima, planejar novos caminhos e seguir adiante.

 

Pense nisso e decida com convicção. Certamente você chegará mais facilmente aos objetivos que você traçar para a sua felicidade pessoal e profissional.

Bullying: uma brincadeira muito sem graça

 

Quem já não foi vítima de bullying quando criança? Provavelmente a maioria das pessoas. Quando se trata de uma simples brincadeira, como um apelido bem-humorado, menos mal. O problema é que quase sempre ela passa dos limites e machuca os sentimentos de quem é vítima.

 

Dentro das empresas esta realidade, infelizmente, não é muito diferente. Apesar de não haver uma estatística confiável no Brasil, é razoável imaginar que a nossa realidade tenha alguma semelhança com a dos Estados Unidos, onde 48% dos profissionais declaram que sofreram ou testemunharam algum tipo de bullying.

 

Nestes casos, não há brincadeira que resista ao mal gosto. Qualquer que seja o tipo de provocação ou constrangimento, certamente afetará o desempenho profissional do agredido e o colocará em uma situação de fragilidade em relação ao restante da equipe. Com isso, sofre o colaborador, piora o clima interno e perde a empresa em produtividade.

 

Por estes motivos, o bullying corporativo deve ser combatido energicamente, tanto institucionalmente pelas organizações, quanto por seus integrantes, quer sejam líderes ou liderados. Algumas atitudes das empresas têm surtido bons efeitos:

 

  • Instituição de uma cultura e da prática de valores relacionados ao respeito, com severas punições para quem desrespeitar

 

  • Esforço da comunicação interna em divulgar estes valores, de tal forma que todos conheçam e entendam a sua importância

 

  • Discussões abertas sobre os temas que mais afligem os colaboradores, reunindo chefias e equipes para encontrarem soluções conjuntas

 

  • Atividades lúdicas e interativas para promover a conexão entre as pessoas e aproximá-las, por meio de comportamentos mais respeitosos

 

  • Área de RH vigilante e proativa, disposta a coibir os abusos cometidos, independente do cargo do agressor, em proteção às vítimas.

 

Além das ações que devem ser implementadas pelas empresas, cabe também aos funcionários adotarem posturas contrárias à passividade diante do bullying que sofrem ou que presenciam. Veja o que cabe a você:

 

  • Fortaleça sua autoconfiança. Quanto mais você estiver consciente das suas capacidades, menos ficará abalado com as agressões verbais que receber

 

  • Manifeste-se de forma assertiva, expondo ao agressor o seu descontentamento e sugerindo a ele um comportamento diferente. É muito provável que ele recue

 

  • Procure o suporte emocional de pessoas que tenham maior experiência e equilíbrio, por estarem fora da sua situação, e que podem oferecer um bom aconselhamento

 

  • Converse abertamente com seu gestor direto, caso a conversa com o autor do bullying não surta efeito, e solicite uma intervenção firme

 

  • Em última instância, comunique o seu problema aos responsáveis pelo RH para que tomem uma providência

 

Seja proativo e denuncie qualquer tentativa de bullying pessoal ou com seus colegas. Lembre-se que você também se torna responsável quando toma conhecimento e não formaliza uma denúncia.

Como praticar a etiqueta corporativa

 

“Tenha modos, menino!“ Esta é uma expressão antiga que os avós ou os pais costumavam dizer às suas crianças, na tentativa de que elas se comportassem de forma adequada ao ambiente em que estavam.

 

No universo das empresas esta adequação é conhecida como etiqueta corporativa. A principal diferença é que nas organizações ninguém ficará correndo atrás de você para dar orientações de como se portar. Você é quem precisa saber quais os melhores comportamentos para ser bem visto pelos seus gestores.

 

Para facilitar sua adaptação, seguem algumas dicas importantes:

 

• Entenda qual é a cultura da sua empresa: formal, informal, conservadora, moderna, focada na produção ou no atendimento ao público. Você deve incorporar estas características na sua forma de agir para não ser visto como um peixe fora d’água

 

• Vista-se de acordo com o ambiente, sem deixar de ser você. Para isso, use algo mais clássico se a situação exigir, acrescentando algum detalhe que tem o seu jeitão de ser

 

• Evite exageros de qualquer natureza, como decotes profundos, calças muito justas, camisetas coladas ao peito, pulseiras e gravatas extravagantes, sapatos sociais sem meia ou bonés esportivos

 

• Mantenha os cuidados com a sua higiene pessoal todos os dias: unhas bem cuidadas, cabelo penteado, barba aparada, roupa limpa e óculos lavados

 

• Valorize o seu tempo e o dos outros. Respeite os horários combinados, tanto de reuniões, quanto de entrada e saída no trabalho. Quando você se atrasa, além de evidenciar sua falta de compromisso, também representa que você não atribui a menor importância ao tempo dos seus pares

 

• Administre suas emoções. Evite ter rompantes de raiva ou descontrole diante dos problemas que surgirem. Algo muito valorizado pelas empresas é a resiliência, ou seja, a capacidade de lidar com grandes desafios e enfrentá-los de forma madura, sem desistir

 

• Cultive relacionamentos. Ainda que muitos deles sejam difíceis porque você não se afina muito bem com algumas pessoas, isto não deve ser motivo para criar distanciamentos. Você precisa encontrar uma forma de separar os profissionais dos problemas, para se mostrar acima das diferenças e dedicado ao entendimento.

 

Pratique estas regras básicas de etiqueta corporativa no seu dia-a-dia e você encontrará mais facilidade para se desenvolver dentro de qualquer organização.